Reforma tributária 2027, o que muda de fato para a sua empresa? Se você é empresário, provavelmente já ouviu falar disso mais de mil vezes nos últimos meses. Além disso, talvez esteja cansado de tanto barulho sem clareza sobre o que muda no dia a dia do seu negócio. Mas a boa notícia é que dá para simplificar. Afinal, existe uma data concreta, existe um número aproximado e existe uma lista de providências que fazem diferença real no caixa da empresa.
Essa data é janeiro de 2027. É quando o PIS e a COFINS deixam de existir de verdade. Nesse momento, a CBS, a nova Contribuição sobre Bens e Serviços, passa a valer com alíquota cheia, conforme detalha o Poder360. Além disso, outubro é o mês em que muitas empresas fecham o planejamento do ano seguinte. Por isso, é o momento ideal para colocar o regime tributário e o societário da empresa em ordem antes dessa virada.
Reforma tributária 2027, o que muda em relação ao que já mudou em 2026
Antes de tudo, vale separar bem as duas fases. Afinal, essa confusão é a principal fonte de dor de cabeça entre empresários.
Reforma tributária 2027, o que ainda é apenas teste em 2026
Em 2026, o país está em fase de teste. Nesse período, a CBS já é cobrada, mas em alíquota simbólica de 0,9%, somada a 0,1% de IBS. Esse valor, por sua vez, é abatido do PIS e da COFINS, que ainda seguem em vigor, como explica a reportagem do Correio Braziliense. Na prática, o impacto financeiro desse ano é pequeno. Em contrapartida, o que realmente muda é a parte operacional, com novos campos na nota fiscal e ajustes obrigatórios nos sistemas de emissão.
Reforma tributária 2027, o que muda de verdade a partir de janeiro
Já o ano de 2027 é outra história. É justamente aí que a reforma tributária 2027 o que muda deixa de ser teoria e vira prática. Nesse ano, o PIS e a COFINS são extintos por completo, inclusive regimes especiais, monofásicos e benefícios associados a eles, segundo análise da Taxcel. Além disso, a CBS passa a ser cobrada pela alíquota de referência definida pelo Senado. Por ora, a estimativa gira em torno de 8,8%, ainda sujeita a confirmação oficial. Ao mesmo tempo, entram em vigor o Imposto Seletivo e a redução do IPI a zero para a maioria dos produtos, exceto os itens ligados à Zona Franca de Manaus.
Ainda assim, existe um ponto que gera confusão: o IBS, que vai substituir o ICMS e o ISS, segue em fase de transição até 2033, como mostra a linha do tempo publicada pelo v360. Ou seja, a parte federal da reforma se resolve bem mais rápido do que a parte estadual e municipal. Por isso, é justamente essa parte federal que bate na porta em poucos meses.
Por que o fim do PIS e da COFINS também é uma questão societária
Muita gente trata a reforma tributária como um assunto exclusivo do departamento fiscal. No entanto, esse é um erro comum e caro. Isso porque o fim do PIS e da COFINS muda a lógica de formação de preço, de margem e de créditos tributários de toda empresa, conforme aponta a Contabeis.com.br. E, com isso, costuma expor problemas que já existiam no enquadramento societário, só que ainda não tinham sido notados.
Revisão de regime tributário antes da reforma
Primeiramente, empresas que hoje estão no Lucro Presumido ou no Simples Nacional precisam simular como ficará a carga tributária com a CBS cheia. Afinal, o cálculo que fazia sentido em 2025 pode não fazer mais sentido em 2027. Setores de serviço, por exemplo, tendem a sentir esse efeito com mais força. Isso porque hoje pagam alíquotas de PIS e COFINS relativamente baixas e não recolhem ICMS. Com a unificação em um IVA dual, a tendência é que a alíquota combinada fique mais próxima de um patamar único. Consequentemente, isso pode alterar de forma significativa o resultado de quem não revisar o regime a tempo. Caso ainda não tenha simulado esse cenário, nossa equipe de Legalização e Societário pode fazer esse comparativo com você.
Quando revisar o contrato social da empresa
O contrato social também entra na conversa, e por um motivo simples. Ele descreve atividades, forma de tributação implícita no objeto social, participação de sócios e distribuição de lucros. Ou seja, tudo isso está ligado, direta ou indiretamente, ao enquadramento fiscal. Assim, uma empresa que muda de atividade principal, que passa a fazer mais operações interestaduais ou que pretende ajustar a divisão societária antes da virada de regime deve revisar o contrato social agora. O ideal, portanto, é não esperar a CBS entrar em vigor para só então correr atrás. Dessa forma, fazer essa atualização com antecedência evita retrabalho e evita autuações por descompasso entre o que está registrado e o que a empresa efetivamente faz. Além disso, também permite negociar melhor com sócios e investidores enquanto ainda há tempo de ajuste.
Reforma tributária 2027, o que revisar até dezembro
Para não deixar a virada de 2027 pegar a empresa de surpresa, vale colocar na agenda de outubro a dezembro:
- Simular a carga tributária com CBS cheia nos principais regimes disponíveis para o seu porte de empresa
- Revisar o objeto social e a atividade cadastrada, verificando se ainda correspondem à realidade do negócio
- Levantar créditos acumulados de PIS e COFINS ainda não utilizados, já que 2026 é o último ano cheio para essa recuperação, conforme alerta a Inventti
- Recalcular tabelas de preço e contratos de longo prazo que embutem PIS e COFINS na composição
- Avaliar se a estrutura societária atual ainda faz sentido diante do novo cenário tributário, com apoio do time de Legalização e Societário
- Conferir se os sistemas de emissão de nota fiscal já contemplam os campos exigidos pela reforma
Reforma tributária 2027, como a Nova Era ajuda sua empresa a se preparar
Em resumo, a reforma tributária de 2027 não é apenas uma mudança de sigla nas guias de recolhimento. Pelo contrário, ela é uma boa oportunidade para colocar o societário da empresa em dia. Além disso, também ajuda a corrigir distorções acumuladas ao longo dos anos e a entrar no novo modelo com o regime tributário mais adequado ao momento do negócio.
Na Nova Era, o time de Legalização e Societário conduz essa revisão com você. Assim, fazemos a análise do enquadramento tributário ideal, cuidamos da atualização do contrato social e, quando necessário, apoiamos a reorganização do quadro societário. Caso a sua empresa ainda não tenha colocado esse assunto na agenda, outubro é o momento certo para começar.
Portanto, fale conosco e garanta que sua empresa chegue a 2027 pronta, sem sustos e sem retrabalho de última hora.